
Cartas Sob a Lua Cheia I: Onde a Magia e a Ansiedade se encontram.
Nasci sob o magnetismo da Lua Cheia e, entre o cheiro de tinta e páginas de mundos distantes, aprendi que a magia é o melhor remédio para os dias de neblina mental. Hoje, abro meu grimório para contar como os livros de fantasia me ajudaram a domar os dragões da ansiedade.
CARTAS SOB A LUA CHEIA
Isabella Ferreira
4/2/20263 min read



Onde a Magia e a Ansiedade se encontram.
Sempre observei o quão curioso é como a lua cheia tem o poder de iluminar as crateras mais profundas da sua própria superfície. Ao iniciar esta primeira carta, sinto que faço o mesmo. Entre o pincel que desliza sob uma nova tela e os dias em que o peito aperta em crises de ansiedade, encontrei na arte e na mitologia o vocabulário que me faltava.
Aqueles que nascem sob a lua cheia, carregam uma certa inquietação luminosa, deve ser por isso que sempre me senti tão fora da caixa, como alguém que não consegue se encaixar nos padrões, incapaz de me ver neles.
Para mim, essa luz sempre refletiu nas páginas amareladas dos livros de fantasia. Enquanto o mundo exige pés no chão e respostas rápidas, encontrei em reinos distantes o espaço necessário para respirar e voltar a sonhar. Quando a ansiedade tenta nublar tudo, encontro o mapa da jornada do herói e volto para casa.
Alguns livros se tornaram parte importante da minha vida, Orgulho e preconceito da jane austen é o meu favorito, um romance que atravessa eras da humanidade e continua sendo atemporal, ensinando que amar vai muito além de apenas atração, exige reconhecer seus defeitos, exige diálogo, disposição, compreensão, vontade de ser melhor para o outro e para si.




Outro universo que eu amo é o castelo animado, escrito por diana wynne jones. muitas vezes, a ansiedade me faz sentir exatamente como sophie hatter no início de sua jornada: envelhecida pelo peso de preocupações que não deveriam ser minhas, escondida sob camadas de timidez e o medo constante do 'e se'.
Quando a crise aperta, sinto que habito meu próprio castelo animado - um lugar vasto, confuso, que muda de direção a cada batida do coração e onde cada porta leva à um medo diferente.
Ao mergulhar neste universo, howl e sophie me ensinaram o valor de acolher o próprio caos. O castelo pode ser instável, mas ainda é um lar, ele ainda voa. Entendi que, mesmo quando minha mente parece um labirinto de névoa, posso encontrar a saída, focando na magia das pequenas coisas: no chá com água tônica bem gelada, no toque do pincel na tela e no poder de contar minha jornada, sem pressa de chegar so fim.
como você tem aprendido a acolher o seu caos?
que a luz desta lua ilumine suas sombras tanto quanto ilumina as minhas.
com carinho, de uma alma que ainda está aprendendo a domar seus próprios dragões.
isabella ferreira
cartas sob a lua cheia 🌙


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